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Amor Como Nos Livros

Amor Como Nos Livros

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), Anthony Burgess

IMS, 10.08.16

Estava na prateleira há cerca de dois anos, a aguardar que me enchesse de coragem para mergulhar no vocabulário nadsat com que é narrado. Finalmente, neste Verão quente de 2016, mostrei-me à altura. Falo de Laranja Mecânica, o controverso livro que Anthony Burgess publicou em 1962.

Depois de explorar a ultraviolência do futurista mundo de Alex e dos seus drugos, essa civilização distópica que desafia a natureza humana de forma cruel, já seria capaz de ter uma breve conversa com o protagonista e perceber o que ele diz. Custa, ao início, mas ainda antes da metade já conseguimos ler sem recorrer ao "dicionário" no final do livro.

 

Fã acérrima que sou do filme, não consigo evitar comparações, sabendo de antemão que a versão cinematográfica de Stanley Kubrick é mais visual mas menos violenta que a literária. Gosto mais da adaptação ao cinema. O livro não me seduziu tanto, apesar de, inevitavelmente, chegar a ter compaixão por Alex.

 

Mas é de valorizar e elogiar a premissa do livro, da criação deste mundo ultraviolento e da "cura" para deixar de fazer o mal, que cria homens muito pouco humanos, incapazes de fazer escolhas. De destacar também é todo o trabalho linguístico que Burgess dedicou a este livro com a criação desta nova "linguagem". Quanto ao estilo de escrita do autor, não fiquei fã.

Destaco a edição que li, comemorativa dos 50 anos de Laranja Mecânica, editada pela Alfaguara, tem uns extras bastante curiosos -  textos e ilustrações do autor e artigos sobre a obra.

 

Boas leituras.

3.5/5